Tradição e ciência: óleo de bicho do Marajó pode combater câncer e inflamações
A pauta foi repercutida pelo SBT, entre outros


Pesquisadores do Laboratório de Genética e Biologia Celular (EngBioCel) e do Laboratório de Óleos da Amazônia (LOA), ambos da Universidade Federal do Pará (UFPA) e instalados no Parque de Ciência e Tecnologa (PCT) Guamá, estudam as propriedades medicinais do óleo de bicho, extraído de larvas do besouro Speciomerus ruficornis (tucumanzeiro).
Tradicionalmente usado no Marajó para fins alimentares e terapêuticos, o óleo teve potencialidades anti-inflamatórias, antioxidantes, cicatrizantes e antitumorais validadas cientificamente.
A pesquisa busca identificar aplicações na saúde, cosméticos e inseticidas, além de avaliar métodos de extração mais eficientes.
O projeto, em parceria com a Universidade do Estado do Pará (Uepa), visa valorizar o saber tradicional, gerar renda para comunidades extrativistas e quilombolas de Soure e Salvaterra,
e promover o desenvolvimento bioeconômico da região.
Produzida para a Agência Pará, a pauta foi repercutida pelo SBT, que destacou como a ciência valida saberes do Marajó, transformando o óleo de bicho em ativo para a bioeconomia do Pará.

